sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Matéria complementar: DROGAS

Hoje aqui no blog teremos uma matéria complementar do podcast da semana passada - cliqueaqui para ouvir.      
Aqui no blog já mostramos um caso de usuário de drogas que começou seu vicio através de festas  e amigos (cliqueaqui).         
O post de hoje vai explicar como ALGUMAS drogas funcionam e com algumas dicas para os tratamento.


O Vicio:        
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), droga é toda "substância que, quando administrada ou consumida por um ser vivo, modifica uma ou mais de suas funções, com exceção daquelas substâncias necessárias para a manutenção da saúde normal".
Para entender o mecanismo do vício, é preciso compreender os caminhos percorridos pela dopamina no cérebro. A dopamina é o neurotransmissor da dependência. É ela que dispara a sensação de prazer - seja a advinda da ingestão de um prato saboroso, seja a causada pelo uso de um entorpecente. Ao inalar cocaína, por exemplo, o usuário tem seu cérebro inundado de dopamina - daí a sensação de euforia que, em geral, a droga produz. Até pouco tempo atrás, acreditava-se que o vício era processado exclusivamente nas porções cerebrais associadas ao sistema de prazer e recompensa, ativado em especial pela dopamina. Recentemente, descobriu-se que há outros circuitos envolvidos nesse mecanismo e que a dopamina também os integra. "Graças ao aperfeiçoamento dos exames de neuroimagem, constatamos que os efeitos neurobiológicos das drogas ultrapassam os centros de prazer e recompensa do cérebro e se estendem ao córtex pré-frontal, região associada à analise dos riscos e benefícios, na qual se concentram as tomadas de decisão", afirma a psiquiatra Nora Volkow, diretora do Instituto Nacional de Abuso de Drogas, dos Estados Unidos, e uma das principais autoridades mundiais no assunto. Isso significa que o vício se relaciona também à química envolvida nos processos decisórios e mnemônicos. Em outras palavras, ele está associado tanto ao impulso quanto à memória.

Substancias:
Poucas drogas produzem um efeito tão devastador no organismo quanto a 
heroína.



A cocaína é popularmente encontrada em pó, geralmente branco, obtido de uma pasta feita com folhas de coca, um tipo de arbusto sul-americano que, na década de 80, tornou-se uma coqueluche mundial. Entre os efeitos agudos da droga estão uma sensação de euforia logo nos primeiros minutos, seguida de disforia, um aumento das percepções sensoriais e da auto-estima e a diminuição do sono e do apetite. A droga prejudica o funcionamento do cérebro como um todo, mas estudos mostraram que ela compromete principalmente o lobo frontal. Essa região é responsável, entre outras funções, pela criatividade, pelo controle da impulsividade e pelo senso crítico, o que explicaria alguns comportamentos muito comuns entre os viciados, como as mudanças repentinas de humor e surtos de agressividade. 


O crack a droga chegou ao Brasil no início dos anos 90 e, dois anos mais tarde, já marcava presença nas maiores cidades do país. As pedras de crack são obtidas pela mistura de pasta de coca, água e bicarbonato de sódio. Tudo isso é aspirado numa espécie de cachimbo. A droga é considerada a forma de cocaína mais capaz de causar consumo compulsivo e dependência. Para os traficantes, o crack é vantajoso por ser mais barato, mais fácil de transportar do que o pó e muito mais potente. O efeito da droga começa quinze segundos após a primeira aspiração. Em um mês, em média, cria-se a dependência.


O ecstasy, ou MDMA, é um tipo de metanfetamina, substância estimulante do sistema nervoso central. Mistura de alucinógeno com anfetamina, é conhecido como "droga do amor" ou simplesmente "E". Sintetizada em 1912, a droga já foi usada como moderador de apetite e até como desinibidor em sessões de psicoterapia, mas acabou proibida nos anos 80. Seu uso causa sensação de euforia, gerada pela descarga de serotonina - neurotransmissor ligado ao prazer e ao bem-estar - que ela produz no cérebro. Mas também acelera os batimentos cardíacos, eleva a temperatura corporal e desidrata o organismo, o que leva o usuário a consumir muita água. Passado o efeito da droga, geralmente ocorre uma sensação de depressão que dura cerca de dois dias. Há casos de usuários que, para evitar essa reação, consomem a droga cada vez com mais freqüência, o que leva à dependência.


O cigarro também é considerado uma droga. Só que lícita, como o álcool. Todos os anos 4 milhões de pessoas no mundo morrem vítimas de doenças associadas ao fumo. O tabagismo está entre os principais fatores de risco para infartos, derrames, diabetes e vários tipos de câncer, entre outros males. Um único cigarro contém 4.700 substâncias, mas apenas uma causa dependência: a nicotina. Depois de uma tragada de cigarro, ela demora apenas nove segundos para chegar ao cérebro e desencadear a liberação de dopamina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. Isso resulta em dependência química. Pesquisas indicam que mais da metade dos fumantes gostaria de largar o vício: a maioria não consegue pela dependência, mas também pelo hábito. Fumar é um hábito arraigado ao dia-a-dia do fumante.


O álcool não é uma droga para a maioria das pessoas, mas pode ter efeitos desastrosos para até 15% das pessoas, aquelas que se tornam dependentes físicas e mentais da substância. Seu consumo, principalmente na adolescência e na juventude, deixa marcas indeléveis no cérebro. Ao entrar no organismo, o álcool vai direto para o sangue. De lá, migra para o fígado, onde é metabolizado, e para o cérebro. Quando o fígado não consegue desintoxicar-se por inteiro, produz-se a ressaca. E quando é alta a quantidade de álcool que vai para o cérebro, sem passar pelo metabolismo, vem o famoso "porre". Os efeitos a longo prazo são bastante indesejáveis. Eles variam de déficits de aprendizagem, falhas permanentes de memória, dificuldade de autocontrole a ausência de motivação e lesões graves no fígado. O abuso de álcool na juventude faz com que o jovem fique cinco vezes mais propenso a se tornar alcoólatra na idade adulta.


E depois da explicação sobre ALGUMAS DROGAS, vamos aos tratamentos:
O uso repetido de drogas muda a forma como o usuário se relaciona com o mundo. Além de alterar as emoções, compromete a capacidade de cognição e os reflexos motores. A boa notícia é que o cérebro tem uma capacidade extraordinária de se recuperar dos danos causados pelo vício. Quanto antes uma pessoa inicia o tratamento, melhor. É mais difícil tratar alguém que foi dependente de cocaína por trinta anos do que quem usa a droga há três. O mesmo vale para outras substância, como nicotina e álcool. Os especialistas são unânimes em afirmar que não existem tratamentos eficazes que durem menos de noventa dias. Os exames de neuroimagem mostram que esse é o período de maior propensão a recaídas, porque o cérebro permanece mais vulnerável ao longo dos três meses seguintes à última vez em que se utilizou a droga.

Nota: Essa matéria foi baseada e resumida da matéria online da revista veja, caso queria conferir a matéria completa clique aqui.

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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Entrevista com um usuário de crack



Olá pessoal. Esta semana mostraremos à vocês um podcast exclusivo com um viciado em crack. Ele nos conta tudo sobre o mundo das drogas, desde sua família, até quem frequenta a boca de fumo (lugar onde se vende e se usa drogas). Os podcasts foram separados em cinco partes, cada uma delas relatando um assunto específico. Além do mundo do crack, nosso entrevistado nos dá depoimentos sobre quem frequenta esse mundo. Confira as partes nos players abaixo:

Poscast 1: As consequências do crack:




Podcast 2: A sua relação com sua família:
 


Podcast 3: A relação entre traficante/usuário - traficante/traficante:



Podcast 4: As pessoas que frequentam a "boca de fumo":



Podcast 5: "Partes aleatórias":


Obrigada e até a próxima.
Att.
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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Marcas da rua - Terceira Parte.

Há algumas semanas demos início ao quadro “Marcas da Rua” onde nos surpreendemos com histórias emocionantes, uma delas é a do Higor Talarico, onde ele nos contou um pouco de sua história de vida, suas dificuldades superação. 
Confiram:





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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Marcas da Rua - Segunda Parte.


Na última postagem resolvemos ir às ruas para descobrir a marca da vida das pessoas. A matéria completa está aqui . Entre todos os entrevistados, alguns nos chamou atenção, então dando continuidade ao quadro Marcas da Rua resolvemos selecionar um deles para uma matéria à parte: o nome dela é Daniele. Ela nos contou que sofreu abandono pelo seu pai. Este, que um dia resolveu ir para os EUA em busca de “uma vida melhor”, foi e nunca mais voltou. Daniela nos contou, com expressões fortes e olhos marejados, que ao encontrar seu pai anos depois, sentiu uma sensação estranha, como se ele fosse um desconhecido. Preparamos uma matéria completa pra vocês, vejam:



Esperamos que vocês tenham gostado. Até a próxima.
Att. 
Marcas da vida
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A marca da rua.

Oi pessoal. Na quarta-feira (14), resolvemos dar uma descontraída nas matérias baseadas em um personagem só, então criamos uma postagem diferente: fomos às ruas para descobrir qual a marca da vida das pessoas. É importante ressaltarmos que todas as pessoas que conversamos nos contaram o que marcou a vida delas. E o que pode não ser uma marca para você é para o entrevistado. Aproveitamos o feriado da cidade e fomos até um dos Shoppings mais conhecidos. A matéria ficou emocionante e divertida; dividida em duas partes, confiram agora a primeira.









Esperamos que tenham gostado desse pequeno up e que confiram o próximo vídeo, na próxima semana, no qual histórias emocionantes e inimagináveis  nos foram apresentadas. 
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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Entrevista: Bruna Carolline - Integrante do blog

Oi pessoal, no vídeo de hoje quem vai contar sua marca da vida é a Bruna Carolline Almeida,18. Ela é estudante de Jornalismo e participa aqui do blog.
Sua marca da vida é emocionante e acredito que irá emocionar a todos.




Hoje em dia, como ela disse no vídeo, vive ela e a mãe dela. Juntas conseguiram superar esse momento difícil que a família passou.
É importante ressaltar como o álcool pode acabar prejudicando uma família. Felizmente existe tratamento para esse tipo de vicio. Mas, vale lembrar que para o tratamento dar certo é preciso contar com ajuda de todos da família e em especial é preciso que o alcoólatra queira buscar a cura.
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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Entrevista: Asilo São Vicente de Paula

Oi, pessoal. Perdoem-nos pelo atraso, mas estamos cheios de coisas a fazer, por isso a ausência de algumas postagens. A entrevista de hoje foi feita no sábado (8), no Asilo São Vicente, aqui em Maringá. Mais uma vez, esse dia nos rendeu boas histórias. Passamos uma tarde com os idosos no Asilo e ouvimos várias experiências incríveis. A assistente social, Sandra, nos contou que nos sábados eles recebem visitas dos familiares, dos voluntários e dos sanfoneiros. Para facilitar o nosso trabalho, entrevistamos três pessoas específicas: o senhor José Antônio Viveli, 66,a senhora Geralda, 77, e o Salmir, um enfermeiro do Asilo. Todos foram muito receptivos e concordaram nos dar essa entrevista. Deixamos cada um deles escolher o lugar que mais lhes era conveniente. O senhor Geraldo escolheu a capela existente lá dentro. O que mais nos chamou a atenção foi que ele não FRIZOU o assunto abandono pelos familiares. Ele contou a história da perda de sua amada, em que ele lembra até hoje. Tudo isso aconteceu, devido seu vício por bebida e cigarro. Em seguida, a senhora Geralda nos levou para uma “gruta”, assim ela se sentia mais à vontade para nos dar sua entrevista. Ela sofreu uns problemas com sua perna e aproveitando a oportunidade, sua filha resolveu coloca-la no Asilo. Ela citou sua filha e seus netos de uma forma suave e muito triste, pelo fato deles não gostarem dela. OBS: Não colocamos o vídeo, pois o áudio ficou muito baixo e dificultou a edição. Postaremos algumas fotos pra vocês:
Além disso, entrevistamos o enfermeiro Salmir, que nos contou a história de como é o dia-a-dia dos idosos. Uma grande observação feita pela Sandra é que não sabemos se os fatos são verídicos. Como ela disse, muitas pessoas vão lá para entrevista-los e eles contam as mesmas histórias, mas ninguém sabe se isso aconteceu de fato. Segue a entrevista completa:

Nosso sincero agradecimento à Sandra, pela ótima recepção, aos enfermeiros e principalmente aos idosos. Espero que tenham gostado, até a próxima.
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